O Ministério de Portos e Aeroportos e o governo da Bahia celebraram, ontem (4) em Brasília, um acordo que transfere a gestão da Hidrovia do Rio São Francisco do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a Companhia das Docas da Bahia (Codeba). Na prática, o governo federal concedeu ao governo baiano a administração da via navegável.
O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, junto com o governador Jerônimo Rodrigues e outras lideranças baianas, esteve presente no evento e mostrou-se confiante, pois, segundo ele, a iniciativa representa uma oportunidade estratégica de recuperar o protagonismo econômico e logístico que Juazeiro já exerceu na integração regional por meio do transporte fluvial. A expectativa é que a recuperação da navegabilidade favoreça o escoamento da produção agrícola e industrial, reduza custos logísticos, atraia investimentos e estimule a instalação de empreendimentos ligados ao transporte, armazenamento e movimentação de cargas. O projeto também poderá contribuir para a geração de emprego e renda.
Acordo
O acordo é válido por 25 anos. A Codeba ficará responsável por realizar estudos de dragagem e outras obras de infraestrutura ao longo dos 1.371 quilômetros da hidrovia. O governo federal permanece com o compromisso de aportar R$ 300 milhões na hidrovia nos próximos 9 anos para impulsionar o transporte de cargas pelo rio. O direcionamento do montante será orientado pela companhia. A previsão é que as obras sejam iniciadas no segundo semestre de 2027.
A hidrovia liga Pirapora (MG) ao Vale do São Francisco (Juazeiro-Petrolina) , incluindo a Eclusa de Sobradinho. Ao todo, atravessa 3 Estados: Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o acordo vai beneficiar 11,5 milhões de pessoas.






